Gente, crianças precisam de limites. Crianças precisam ouvir e entender que não podem tudo que querem.
Mas, convivendo com alguns pais e mães, vejo que digo muito pouco "não" pros meus filhos. Fico comparando e acho muitos "nãos" lançados pelos pais e mães bastante desnecessários... aí parei pra refletir por que e quando digo não. O que , afinal, julgo um bom ou mal motivo pra dizer um "não" pra essas minhas crianças cheias de vontades.
Vejam se concordam comigo.
Mas, convivendo com alguns pais e mães, vejo que digo muito pouco "não" pros meus filhos. Fico comparando e acho muitos "nãos" lançados pelos pais e mães bastante desnecessários... aí parei pra refletir por que e quando digo não. O que , afinal, julgo um bom ou mal motivo pra dizer um "não" pra essas minhas crianças cheias de vontades.
Vejam se concordam comigo.
Mau motivo: "Essa criança tá cheia de vontade, tem que aprender que não pode tudo."
Noooossa, esse eu acho o pior de todos. É dizer pra criança: sou mais que você, e você só pode o que eu quero e quando eu quero. Mandar por mandar. Isso, pra mim, é humilhar, é o velho "coloque-se no seu lugar". Além disso, cria o conflito. Você vai estar baseando seu relacionamento com a criança em uma disputa de poder, e ela sempre vai querer testar mais e mais seu limite... prepare-se para a adolescência, tá?
Noooossa, esse eu acho o pior de todos. É dizer pra criança: sou mais que você, e você só pode o que eu quero e quando eu quero. Mandar por mandar. Isso, pra mim, é humilhar, é o velho "coloque-se no seu lugar". Além disso, cria o conflito. Você vai estar baseando seu relacionamento com a criança em uma disputa de poder, e ela sempre vai querer testar mais e mais seu limite... prepare-se para a adolescência, tá?
Bom motivo: "Se você fizer isso, vai se machucar ou machucar um coleguinha"
Acho que todos concordamos com essa... mas infelizmente existem umas correntes que acabam estimulando muito a livre expressão da personalidade infantil e não reprimem certas atitudes/atividades. Eu tenho uma filha que por vezes é agressiva. Não deixo mais ela brincar com uma vassoura, por exemplo, porque sei que em 5 minutos ela vai tascar a vassoura na cabeça de alguém. Mas o "como" dizer o não, é igualmente importante, vamos falar disso em outro post.
Acho que todos concordamos com essa... mas infelizmente existem umas correntes que acabam estimulando muito a livre expressão da personalidade infantil e não reprimem certas atitudes/atividades. Eu tenho uma filha que por vezes é agressiva. Não deixo mais ela brincar com uma vassoura, por exemplo, porque sei que em 5 minutos ela vai tascar a vassoura na cabeça de alguém. Mas o "como" dizer o não, é igualmente importante, vamos falar disso em outro post.
Mau motivo: "Isso não é coisa de menino (a)" ou "Você é uma mocinha/um rapazinho, não pode"
Sério que eu vou dizer pra minha menina que ela não pode alguma coisa porque é menina? É RUIM HEIN! Eles têm potencial para tudo, de maneira nenhuma vou limitar esse potencial criando neles a noção de que por ter nascido menino ou menina podem mais ou menos. Entendo que estamos falando de limites, mas a grande questão é que se você começa dizendo que tem coisas que a criança pode ou não pode fazer, com base no sexo dela, está aberto o campo para "engenharia é coisa de homem" e "psicologia é coisa de mulher"
Sério que eu vou dizer pra minha menina que ela não pode alguma coisa porque é menina? É RUIM HEIN! Eles têm potencial para tudo, de maneira nenhuma vou limitar esse potencial criando neles a noção de que por ter nascido menino ou menina podem mais ou menos. Entendo que estamos falando de limites, mas a grande questão é que se você começa dizendo que tem coisas que a criança pode ou não pode fazer, com base no sexo dela, está aberto o campo para "engenharia é coisa de homem" e "psicologia é coisa de mulher"
Bom motivo: "Isso é falta de educação!"
Gente, pode parecer incoerente, mas não é. Nós vivemos em sociedade. Existem convenções sociais que permitem o convívio dos diferentes seres humanos. Existem regras sociais. Não falo exatamente de regras de etiqueta, sentar com a perninha dobrada, essas coisas. Mas ceder lugar pro idoso, não arrotar no restaurante, não parar no meio da escada rolante... Regrinhas básicas de gentileza e padronização que facilitam a vida em sociedade. Eles devem aprender isso. O norteador deve ser, na minha opinião, a gentileza nas relações humanas. Se uima determinada atitude ofende alguém e não me custa nada, nem ofende a mim mesma, evitar essa atitude, para o bem do convívio público.
Mau motivo? "Quem manda aqui sou eu"
Esse eu fico na dúvida... Gostaria de mais opiniões!
Porque penso que deve haver uma hierarquia, mesmo que não seja baseada em autoridade - eu mando mais - mas em experiência. Os pais sabem mais que os filhos, na maioria dos casos. Um adulto sabe mais que uma criança. Então você diz que não, fala, explica e a criança quer fazer assim mesmo... Você diz NÂO e pronto, quem manda aqui sou eu, que sei mais que você.
Acho sim que a última palavra é dos pais e não importa qual abordagem você usa na educação dos seus filhos: vai ter uma hora em que você vai encerrar a conversa com um "NÂO E PRONTO"
Mas antes de chegar a esse momento, sempre questiono se o que me fez ir até ali foi o motivo certo.
Quais outros motivos vocês acham bons para se dizer não?
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