Dá dó. (ou "o dia em que me senti a pior mãe")

Hoje, logo antes de ir pra escola, a Diana abriu a gaveta e achou o maiô de ir pra piscina. Ela ama piscina, mas faz uns meses que a tiramos da natação para colocar na capoeira.
Aí vem ela, com o maiô na mão. Conversamos, conversamos, ela quer porque quer colocar o maiô. Não vai! Tem que ir de uniforme, não de maiô. Em meio a choros e colo, explico que pra escola tem que ir de uniforme, cada lugar tem a sua roupinha certa, os amigos vão de uniforme também e ela vai se acalmando.
Sem
largar
o
maiô.
Aí falo "Deixa a mamãe guardar"
E ela lança: "Eu só quelo segulá"

GENTE
QUE DÓ.

Ela queria tanto mas tanto a porcaria do maiô, que pra ela só segurar já estava bom.
E foi. No carro, tentei convencer a guardar na bolsa.
"Não, deixa eu segulá".
Na escola, tentei mais uma vez.
"Não, eu vou só segulá."

Aí momento dó duplo:
Foi até a tia da escola e falou: "Eu não vou botá, vou só segulá"

O que fazer?
Foi uma maneira de ela conseguir o que queria? Foi. Destruiu por dentro ver que ela queria tanto a porcaria do negócio que carregou até o fim? Sim, porque eu neguei por uma mera convenção social. Precisava negar? Ela podia ir de maiô? Ela precisa aprender as convenções sociais? Precisa aprender a me obedecer?

Aiai, são esses momentos que não sei o que fazer. Sei que estou há duas horas com a imagenzinha dela mostrando o maiô pra professora, dizendo que só vai segurar... E pensando que eu poderia ter deixado, já que ela queria tanto...

#desabafo!

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