Meu filho não fala. Ele tem 1 ano e 9 meses. Muitos dirão: "Ah, é muito cedo..."
Mas aqui sofremos de uma síndrome grave que, creio eu, ocorra na casa de todos os múltiplos: a síndrome da comparação.
Por mais que todo mundo no mundo fale que meninas desenvolvem mais rápido, etc etc blabla, nós tivemos a chance de experimentar, em primeiríssima mão, que isso é muito verdade!
Minha filha fala pra caramba! Quando o controle falha, ela fala "Ai meu deus" e quando vê uma fralda indo pro lixo, fala "Fralda, eca nojo!". Sem mencionar que tudo é dela, né... Mas isso conto com mais detalhes em outro post!
Fato é que ela começou a falar muito cedo. E ele, nada.
Tentei usar com ele a mesma técnica que com ela. Estimular, repetindo as palavras, conversar bastante. E ele?
Nada.
O que ele faz quando quer alguma coisa? Aponta e fala "aaaahn", assim bem agudo. Ou quando falamos "Quer banana?" ele responde "Ahã", sem articular muito bem e balançando a cabeça afirmativamente. Quando não quer, diz "ão" e balança a cabeça e os cabelinhos pra lá e pra cá. Ah, e fala "Bobó", "Auau" e "Cáu", ou seja, vovó, cachorro e carro.
Ouvi de muitas pessoas "Ele tem preguiça! Você não pode dar o que ele quer só quando ele aponta, senão ele não vai falar nunca!" ou então "Tem que forçar ele a falar, só dá o que ele quer depois que ele repetir"...
Tirando o fato de que a única vez que tentei fazer isso me deu mais angústia do que nele, esse tipo de comentário me fez pensar numa coisa.
Uma criança dessa idade está formando sua capacidade de comunicação, inclusive a nível fisiológico. Observando e escutando, arquivando as palavras e os códigos, mas principalmente formando a estrutura física que permite a ela articular pensamentos e palavras. Formando as ligações no cérebro e aprendendo a usar as cordas vocais, língua, garganta, dentes e lábios pra poder articular palavras, frases, expressar suas ideias e palavras.
Fiquei me perguntando: será que não estou forçando a criança a fazer algo que ela simplesmente ainda não tem a aparelhagem física pra fazer? Será que só por ele conseguir falar mal umas 3 ou 4 palavras posso achar que ele consegue falar outras coisas e que ele não o faz por preguiça?
Parei pra pensar que não é só porque eu consigo somar e subtrair que eu sei fazer equação do segundo grau, né? Existem mecanismos mais complexos que ele simplesmente pode não estar preparado pra realizar.
Então vou forçar? Claro que não! Vou respeitar o tempo dele.
Quando tentei forçar, pude ver nele uma angústia e frustração se formando. Não sei se era porque não conseguia falar, acho que era mais por não ter o que ele estava querendo e por ver que eu estava insistindo com ele em algo que ele não ia fazer. Mas não quero causar esse tipo de reação nele. Entendo que ele precise aprender o que é se frustar, mas também não quero que ele cresça se sentindo incapaz e vendo em mim uma fonte de exigências que ele não pode satisfazer.
Pode ser preguiça dele em falar? Sim.
Mas pode ser apenas o corpinho dele que não está formado completamente e pronto pra falar as palavras? Pode.
Se for esse o caso, não quero causar aflição gratuita, nem criar desde já nele um sentimento de impotência!
Se ele não consegue, se o corpo dele ainda não tem os aparatos, eu vou ficar forçando, forçando, e ele tentando, tentando, até que fiquem todos frustrados e com raiva?
Eu prefiro esperar.
Como sempre me disseram: a paciência é a mãe de todas as virtudes. Tendo paciência com ele, espero também ensiná-lo que, sendo paciente, tudo ele vai conseguir, no tempo certo, um passo de cada vez.
Mas aqui sofremos de uma síndrome grave que, creio eu, ocorra na casa de todos os múltiplos: a síndrome da comparação.
Por mais que todo mundo no mundo fale que meninas desenvolvem mais rápido, etc etc blabla, nós tivemos a chance de experimentar, em primeiríssima mão, que isso é muito verdade!
Minha filha fala pra caramba! Quando o controle falha, ela fala "Ai meu deus" e quando vê uma fralda indo pro lixo, fala "Fralda, eca nojo!". Sem mencionar que tudo é dela, né... Mas isso conto com mais detalhes em outro post!
Fato é que ela começou a falar muito cedo. E ele, nada.
Tentei usar com ele a mesma técnica que com ela. Estimular, repetindo as palavras, conversar bastante. E ele?
Nada.
O que ele faz quando quer alguma coisa? Aponta e fala "aaaahn", assim bem agudo. Ou quando falamos "Quer banana?" ele responde "Ahã", sem articular muito bem e balançando a cabeça afirmativamente. Quando não quer, diz "ão" e balança a cabeça e os cabelinhos pra lá e pra cá. Ah, e fala "Bobó", "Auau" e "Cáu", ou seja, vovó, cachorro e carro.
Ouvi de muitas pessoas "Ele tem preguiça! Você não pode dar o que ele quer só quando ele aponta, senão ele não vai falar nunca!" ou então "Tem que forçar ele a falar, só dá o que ele quer depois que ele repetir"...
Tirando o fato de que a única vez que tentei fazer isso me deu mais angústia do que nele, esse tipo de comentário me fez pensar numa coisa.
Uma criança dessa idade está formando sua capacidade de comunicação, inclusive a nível fisiológico. Observando e escutando, arquivando as palavras e os códigos, mas principalmente formando a estrutura física que permite a ela articular pensamentos e palavras. Formando as ligações no cérebro e aprendendo a usar as cordas vocais, língua, garganta, dentes e lábios pra poder articular palavras, frases, expressar suas ideias e palavras.
Fiquei me perguntando: será que não estou forçando a criança a fazer algo que ela simplesmente ainda não tem a aparelhagem física pra fazer? Será que só por ele conseguir falar mal umas 3 ou 4 palavras posso achar que ele consegue falar outras coisas e que ele não o faz por preguiça?
Parei pra pensar que não é só porque eu consigo somar e subtrair que eu sei fazer equação do segundo grau, né? Existem mecanismos mais complexos que ele simplesmente pode não estar preparado pra realizar.
Então vou forçar? Claro que não! Vou respeitar o tempo dele.
Quando tentei forçar, pude ver nele uma angústia e frustração se formando. Não sei se era porque não conseguia falar, acho que era mais por não ter o que ele estava querendo e por ver que eu estava insistindo com ele em algo que ele não ia fazer. Mas não quero causar esse tipo de reação nele. Entendo que ele precise aprender o que é se frustar, mas também não quero que ele cresça se sentindo incapaz e vendo em mim uma fonte de exigências que ele não pode satisfazer.
Pode ser preguiça dele em falar? Sim.
Mas pode ser apenas o corpinho dele que não está formado completamente e pronto pra falar as palavras? Pode.
Se for esse o caso, não quero causar aflição gratuita, nem criar desde já nele um sentimento de impotência!
Se ele não consegue, se o corpo dele ainda não tem os aparatos, eu vou ficar forçando, forçando, e ele tentando, tentando, até que fiquem todos frustrados e com raiva?
Eu prefiro esperar.
Como sempre me disseram: a paciência é a mãe de todas as virtudes. Tendo paciência com ele, espero também ensiná-lo que, sendo paciente, tudo ele vai conseguir, no tempo certo, um passo de cada vez.
Nossa! Vivo isso com minha filha. Ela vai completar 1 ano e 9 meses amanhã e mal fala. Tentei de tudo. Conversas, música, figuras e seus respectivos nomes, mas de NADA adianta. Hoje chorei muito.Até hj ela não tinha falado mamãe. Já balbuciou algumas vezes (mamã) mas eu sei que nunca se referiu a mim. E qd ela viu uma foto minha no computador, simplesmente disse "Mamã" ME ACABEI DE CHORAR E BEIJÁ-LA kkkkk
ResponderExcluirLeia à fono e a fono disse que ela ainda está na fase de observar pra depois reproduzir o som. Ela disse tbm que o fato dela ter andado muito cedo (9 meses e meio) fez com que ela desenvolvesse a função motora muito mais rápido do que a linguagem. Quando ela começar a ir pra escolinha no ano que vem, interagir mais com outras crianças da idade dela, ela perceberá a necessidade de se comunicar. A fono disse que será naturalmente. Assim espero...
Não forço, nem reclamo, espero só o tempo dela. Fico ansiosa, fico, mas tenho que entender que ela é humana e tem as limitaçoes dela e, que um dia ela irá superá-las.
Tenho uma bebê mais nova (5 meses) que fala (IITA) chamando Melissa.Cheguei a pensar que a chegada da bebê teria influenciado esse "atraso" na fala dela, mas a dra falou que ela não aparenta nenhum tipo de trauma quanto a isso, nem se sente rejeitada. Pelo contrário, é louca pela irmã e pode acreditar: Ela não tem um pingo de ciúmes.
Então, a solução que me resta é realmente aguardar ;)
Desculpa o "textão", mas super me identifiquei
É isso aí, Maysa... Os gêmeos têm uma amiguinha na creche e a mãe deu exatamente esse relato: a menina não falava nada e depois que entrou na turminha, a mudança foi da noite pro dia!
ResponderExcluirEsse texto já tem 1 ano, semana passada mesmo estava pensando em fazer uma atualização dele rs pois o Pedro, hoje com 2 anos e 9 meses, fala muito pouco! Já faz fono há 1 mês e o progresso dele tem sido enorme. Mesmo estando na creche, isso não ajudou. A nossa principal teoria foi mesmo a inibição por parte da irmã, ela fala demais e sempre respondeu tudo por ele... depois, com as sessões de fono, ele sozinho com a profissional, ele tem melhorado bastante... São as desvantagens de ter uma irmã gêmea faladora rsrsrs