Das coisas que ouço e que não fazem o menor sentido para mim, uma das mais surreais é "Ai, como sinto saudade de estar grávida..."
Hã?
Não, não, tem algo errado aí... É legal imaginar que você está gerando uma vida e tal... Mas, tirando o assunto da ansiedade que já comentei aqui, a gravidez é fisicamente horrível! E olha que nem senti enjôos!
Pra começar, cólicas. No início
, eu sentia muitas cólicas, chatas não só por doerem, mas por me fazerem pensar que eu estava abortando. Ou seja, terror físico e psicológico.
A vontade de fazer xixi, totalmente hormonal, foi o suplício #2. Foi ela que iniciou minhas noites mal dormidas, logo aos 2 meses. Pelo menos duas idas ao banheiro me faziam acordar um caco e ter sono o dia inteiro. Mas não seria somente isso que prejudicaria meu sono...
Logo no começo, tive enxaquecas cujo motivo desconhecia... Acordava no meio da noite morrendo de dor de cabeça, não queria tomar remédio, então sofria. Felizmente a obstetra sugeriu: hipoglicemia. Pronto, passei a dormir com pão do meu lado, caso acordasse comia uma ou duas fatias a seco mesmo, pra vez se conseguia dormir mais um pouco.
Logo no terceiro pro quarto mês, eu quase nem tinha barriga. Isso só podia significar uma coisa: os gêmeos estavam se expandindo pra dentro! Ou assim eu imaginava... Como minha barriga não crescia para fora, lá dentro a situação de guerra entre bebês e órgãos deveria estar um horror. Por causa disso, meu estômago foi o primeiro a sofrer. Em consequência, azia. Eu não podia comer nada, azia o tempo todo. Até que chegou o momento em que eu não podia deitar, a queimação no estômago piorava! Isso antes dos 4 meses... Eu só podia deitar de lado, e só pro lado direito, pro esquerdo era o fim do mundo!
E as fisgadas? Sentia terríveis fisgadas na base da barriga, parecia uma agulha de crochê espetando bem forte. Mais uma dor física com terríveis consequências psicológicas: toda vez que dava eu pensava "já era".
Mas minha companheira na gravidez inteira foi uma dor bárbara: a dor na costela. Desde o 4 mês eu tinha que me sentar reclinada. Até mesmo sentada de coluna reta, eu sentia dores horríveis nas costelas esquerdas, logo abaixo do coração. Não sei se era estômago, muscular, ou que diabos era... Sei que eu não conseguia sentar. Sem conseguir sentar direito, almoçar era um suplício, ainda mais que eu estava trabalhando. Debruçar sobre o prato posto à mesa era horrível! Sem debruçar e sem poder pegar o prato nas mãos, como comer? Eu então tinha que sentar de ladinho, pra não comprimir a região da dor. Imaginem a cena. E essa dor não dava descanso, era 24/7.
Uma coisa tenho que ser justa: não tive muitas dores nas costas nem nas pernas. Só lá pro fim, mês 7 e 8, quando comecei a ficar bem pesada, é que minhas pernas começaram a inchar, fiquei 20kg mais pesada e tudo era mais difícil. Sentar, deitar, abaixar era extremamente desagradável! Caiu algo no chão? Ah, vai ficar lá... Mas o mais difícil não eram esses verbos estáticos. O mais difícil era vencer a inércia. Estava sentada, ok. Tinha que levantar? Affe, que trabalhão. Sentada e tinha que deitar? Affe, desistia. Deitada e precisava levantar? Essa era a mais difícil de todas!
Eram tantos transtornos, tantas dores, que sinceramente não sei como tem gente que gosta de estar grávida ou que pensa em engravidar novamente! Eu estou FORA!
Hã?
Não, não, tem algo errado aí... É legal imaginar que você está gerando uma vida e tal... Mas, tirando o assunto da ansiedade que já comentei aqui, a gravidez é fisicamente horrível! E olha que nem senti enjôos!
Pra começar, cólicas. No início
, eu sentia muitas cólicas, chatas não só por doerem, mas por me fazerem pensar que eu estava abortando. Ou seja, terror físico e psicológico.
A vontade de fazer xixi, totalmente hormonal, foi o suplício #2. Foi ela que iniciou minhas noites mal dormidas, logo aos 2 meses. Pelo menos duas idas ao banheiro me faziam acordar um caco e ter sono o dia inteiro. Mas não seria somente isso que prejudicaria meu sono...
Logo no começo, tive enxaquecas cujo motivo desconhecia... Acordava no meio da noite morrendo de dor de cabeça, não queria tomar remédio, então sofria. Felizmente a obstetra sugeriu: hipoglicemia. Pronto, passei a dormir com pão do meu lado, caso acordasse comia uma ou duas fatias a seco mesmo, pra vez se conseguia dormir mais um pouco.
Logo no terceiro pro quarto mês, eu quase nem tinha barriga. Isso só podia significar uma coisa: os gêmeos estavam se expandindo pra dentro! Ou assim eu imaginava... Como minha barriga não crescia para fora, lá dentro a situação de guerra entre bebês e órgãos deveria estar um horror. Por causa disso, meu estômago foi o primeiro a sofrer. Em consequência, azia. Eu não podia comer nada, azia o tempo todo. Até que chegou o momento em que eu não podia deitar, a queimação no estômago piorava! Isso antes dos 4 meses... Eu só podia deitar de lado, e só pro lado direito, pro esquerdo era o fim do mundo!
E as fisgadas? Sentia terríveis fisgadas na base da barriga, parecia uma agulha de crochê espetando bem forte. Mais uma dor física com terríveis consequências psicológicas: toda vez que dava eu pensava "já era".
Mas minha companheira na gravidez inteira foi uma dor bárbara: a dor na costela. Desde o 4 mês eu tinha que me sentar reclinada. Até mesmo sentada de coluna reta, eu sentia dores horríveis nas costelas esquerdas, logo abaixo do coração. Não sei se era estômago, muscular, ou que diabos era... Sei que eu não conseguia sentar. Sem conseguir sentar direito, almoçar era um suplício, ainda mais que eu estava trabalhando. Debruçar sobre o prato posto à mesa era horrível! Sem debruçar e sem poder pegar o prato nas mãos, como comer? Eu então tinha que sentar de ladinho, pra não comprimir a região da dor. Imaginem a cena. E essa dor não dava descanso, era 24/7.
Uma coisa tenho que ser justa: não tive muitas dores nas costas nem nas pernas. Só lá pro fim, mês 7 e 8, quando comecei a ficar bem pesada, é que minhas pernas começaram a inchar, fiquei 20kg mais pesada e tudo era mais difícil. Sentar, deitar, abaixar era extremamente desagradável! Caiu algo no chão? Ah, vai ficar lá... Mas o mais difícil não eram esses verbos estáticos. O mais difícil era vencer a inércia. Estava sentada, ok. Tinha que levantar? Affe, que trabalhão. Sentada e tinha que deitar? Affe, desistia. Deitada e precisava levantar? Essa era a mais difícil de todas!
Eram tantos transtornos, tantas dores, que sinceramente não sei como tem gente que gosta de estar grávida ou que pensa em engravidar novamente! Eu estou FORA!
Comentários
Postar um comentário