Maternidade é a arte do impossível. Mas há algo ainda mais impossível que as mães de gêmeos devem desenvolver diariamente: a arte de não comparar os filhos, um com o outro.
A todo momento, a mãe observa o desenvolvimento do filho. Acompanhar o desenvolvimento simultâneo de dois é um perigo! Pedro aprendeu a virar de bruços, será que Diana está atrasada? Diana "fala" desde os dois meses, será que Pedro tem problemas? É quase impossível não ficar neurótica, especialmente com algo tão automático quanto comparar o desenvolvimento.
E isso é a fase de desenvolvimento fisiológico. Imagina quando começarem a desenvolver habilidades mais complexas? Pedro desenha melhor que Diana. Diana corre mais rápido que o Pedro. Só de usar "mais" e "melhor", faz com que o outro seja "menos" e "pior". Como desenvolver as melhores qualidades de um e de outro sem que um ou outro se sinta diminuído?
Talvez o importante seja ensinar desde cedo que cada pessoa é diferente e tem suas habilidades e características melhores ou piores, de modo geral, e estimular cada um a desenvolver suas melhores coisas, evitando criar uma competição entre os irmãos.
Difícil, manter a atenção a todo momento ao que se diz... mas ser mãe é isso aí mesmo, dominar a arte do impossível.
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